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Observatório Nacional – um novo sistema de fiscalização para licitações.

Entidade quer trazer Observatório Nacional para Bauru, para fiscalizar com rigor as licitações públicas, e palestras com escolas e empresas

A nova direção da ONG Bauru Transparente (Batra), eleita em dezembro de 2015 e que tomou posse em janeiro, está buscando parcerias para viabilizar novos projetos e também dar sequência ao que já vinha sendo realizado pela gestão anterior. O novo presidente é o engenheiro e professor universitário Ralph Ribeiro Júnior, para um mandato de dois anos (abaixo, a relação completa dos dirigentes para este biênio).

Ralph cita que a Batra trabalha com orçamento reduzido, oriundo de colaborações de pessoas físicas e jurídicas, além do trabalho voluntário de alguns colaboradores. Uma das metas é trazer para Bauru o Observatório Social do Brasil, intenção que já vem desde a direção cessante, que era presidida por Rafael Moia Filho, porém, há a necessidade de obtenção de mais recursos para tal.

“O Observatório é um instrumento na qual vários municípios se dialogam, e trocam informações a respeito do andamento de licitações, da fiscalização do poder público e de outras demandas nesse sentido. Para viabilizar o Observatório, precisamos de uma equipe ‘full time’, e isso exige um orçamento que contemple isso”, pontua Ribeiro. “Vamos buscar mais parceiros para que possam se somar ao nosso trabalho e viabilizar o Observatório, que permite um acompanhamento em tempo real e a troca de informações com outras cidades”, aponta.

O site do Observatório é: http://www.osbrasil.org.br

Fiscalização

Dentro do projeto do Observatório Social do Brasil, organizações semelhantes à Batra, que atuam em outras cidades, podem trocar informações. “Por exemplo, se está havendo uma licitação em Bauru, podemos checar como estão os preços em licitações semelhantes, em outras regiões. Além da troca de informações variadas”, destaca Ribeiro.

O principal objetivo da Batra é a fiscalização das ações públicas em âmbito municipal, como licitações, concorrências e a situação financeira de órgãos como prefeitura, autarquias e empresas públicas, e a própria Câmara Municipal. De acordo com Ralph Ribeiro Júnior, o atendimento por enquanto está restrito a duas horas diárias (das 15h às 17h), pois a entidade trabalha com voluntários.

Outro objetivo para os próximos meses é dinamizar as relações com a comunidade via internet, com site e e-mail. “Mas também vamos precisar de apoio financeiro para isso. A Batra trabalha apenas com doações espontâneas, de pessoas que acreditam no nosso trabalho”, frisa.

Por Thiago Navarro

FONTE: http://www.jcnet.com.br/Politica/2016/04/nova-direcao-da-batra-busca-parcerias.html